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Parte
- Suja, feito peixe tatuado no mar - Abismos anis - Terra”
Escrito por Fabulare às 05h03
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Parte
Cantarole, Desespero
Escrito por Fabulare às 05h01
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Parte
Urre, Desespero Ouço-te ao longo da caminhada côncava pelas veias quente-intumescidas dos assoalhos do inferno Dê-me o pano ao qual me enrodilhei ha pouco Quero limpar o suor que desborda. Dê-me o pano. Quero ouvir-te mais, Desespero. Cante.
Escrito por Fabulare às 05h00
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Buraco
Cratera
Terra solta
Gente arroba
Aqui, aí, ontem, quem, us.
Lasco o dente na cara e volto a comer o odor.
Enrijeço as fibras e fabrico um esforço a mais para retardar a destruição desse barril de poesia, amor e sofrimento: vômito, ego e vitalismo.
Escrito por Fabulare às 23h19
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Equilíbrio corrompido
Sal
Vidro Frio
Me ao meio
Vês?
Escrito por Fabulare às 23h11
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CARNAZ
A VIDA ÁVIDA MORDE-ME O QUEIXO E ARRANCA A CARA BRANCA DA CARA. A VIDA, ESTA INSTITUIÇÃO IMAGINÁRIA. HÁ VIDA MATANDO-ME QUANDO NEGA O PAU. TÔ COM A PACIENCIA RAIVOSA. É ESTUPENDO O FESTIVAL DE DOENÇA E TRISTEZA VESTIDO DE MARAVILHO TROTE. É ESTUPENDO O FESTIVAL DE COMPRAS CARISMA E CRÉDITO. TÔ COM A PACIÊNCIA NO ESÔFAGO. QUERO O ESTOPIM. QUERO VIDA-MORTE SUGANDO UMA O SEXO DA OUTRA QUERO COMER O FIM E CAGAR TODA EMOÇÃO. QUERO O GLÁDIO DAS VITALIDADES. SINTO FERROS VERMINANDO NO MEU CÉREBRO. CRISPAM-SE. DESDE OS OUVIDOS, O ESCARRO DOS GERMES. DESDE OS SEIOS, A DOR DE TENTAR CORRER. TENTAR FUGIR DA ÁVIDA INSTITUIÇÃO IMAGINÁRIA. SINTO O GLÁDIO VERMINADO-ME. QUERO ARRANHAR O GELO DOS MEUS PÉS. E GRAVAR O SOM EM MINHA TESTA. CADA PONTA DE CABELO MEU ESMURRAR-SE-Á.
Escrito por Fabulare às 23h01
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Quero chorar Quero grunhir Saio daqui Tem um cousa estranha na minha barriga Não é um ser chicano São gases tímidos Sinto frio Sinto sol à nuca Agitam-se os gases Esticam minha pele Preciso recompor o cerebral Parece esfarelado Esmigalhado Umas bostinhas de coelho Mas coelho de um centímetro chora mas não Quero sair de mi Tô com ferro verminando na cabeça Os gases fervem compro um camisa de touca Preciso chorar Mas não Derreto Um grande não Estampa-se carnívoras adentro Ouvi uma microfonia Ao acordar Era tudo tão longe Asno E pouco frio Mas ouvi Foi longe Uns 6 segundos Sai cantando Riders on the Storm Quero peidar por 10 minutos seguidos Preciso soltar esse bicho As migalhas dos cerebral se juntam, correndinhas, e espatifam Feito mercúrio Quintal Estou no quintal da minha cabeça Junto às galinhazinhas Com seus pés de 3 dedos Vou dar uma palestra Preciso voltar à casa Centrar o cerebral Mas não dou conta Tô fraca Os ferros inflamam O não estampa-se mais As grafias criam unhinhas E fincam Carne adentro Ah! Unhas de galinha Unha de besta De piolho De bicho Cravam Cravam Cravam Os ferros crispam Um ao outro Ah! Nimados! Eu no quintal Sem direito de ordem Cerebral, come back to me! Cerebral, vai-te, porco! Sentarei Cruzarei as pernas Como kinder a fazer bolinho de barro Lambrecarei todo o caminho Lambrecarei Lambrecarei Lambrecarei Lambrecarei Lambrecarei Até morrecarei
Tem bosta de tatu no meu sangue. Elas são bonitas. Mas ficam verde limão no sangue e criam olhos. É É É Olhos gigantes Gigantes Sabe o que é gigante? Esses olhos. Belas como olhos de gigante.
Escrito por Fabulare às 23h08
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Outro dia estava andando Aí sentei No meio da calçada Aí dormi Sobre os joelhos dobrados em "A" Acordei 30 anos depois Sei disso pois eu estava com mãos de 50 tona Saí andando Sentei Num banco feito de plástico Transparente Alí dormi Acordei 30 anos depois sei disso pois estava Compeito de 80 tona Levantei Quase chutei um cão esquisito Enrodilhado ao pé do banco Fui andando O mundo fedia 30 anos a mais Sentei Assoprei Não senti o vento pra frente Falei "- Cadê?"
Escrito por Fabulare às 23h08
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Tem uma formiga subindo minhas costas É tão mínima Anda tanto Esbarra Cutuca Afunda a carne branca Fervo Estoura as cascas crostas de cada Casta adposidade Anda tanto Esbarra Cutuca Afunda Forminga-mas costas Já às axilas.
Escrito por Fabulare às 23h07
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Expulsa-te ou te mato, disse o texto
estou nua. deitada. deitada. deitada. deitada. deitada. deitada. sobre mim há um bloco de gesso contituído por todos os neantertalenses desde lá até hoje. tods . tods. tods . todos. todos. todos. todos. todos. or aé é pouco. nao consigo . atravessa-me a franca pele umas ondas frias. fria . frias. frias. frias.firas. inoluntária. o que posso fazer? na o consigo. entre mim, e bloco e o shõ há tres centímetros. como entrei ali? havia uma menina moça que ra um menino de 4 anos. eu edevi a proteger o menino. eu amava amenina. ela era minha irmã-lhota. mas nao era. mas era. mas nao era. mas era. mas noa era. ela era um robo. igualzinho gente. ninguem descon fiava. assim como o de Alien - o oitavo passageira . deveria esbagaça-la para saber. "e ainda tinha isso" , pensava eu segundos antes de escorrer por entre o vão de uma escada e o bloco. por esse vão entrei no estado em que me vejo. meu vulto foi para o entre chão-e-o-bloco e eu fui parar lá. era para me esconder enquanto um homeme estava a hipntizar a menina robo. nao consigo. nao consigo. não isso na o posso espiar. seria de mais . se ele me descobrise, seria o fim. então entrei no vão. no vão . no vao. novãp. no vão. no vão. no ão. no vão . no vão. era um lugar urbano. concreto. cimetadado. ado aado. havia uma casa. havia uma escada rolante de concreto. havia degraus metálicos, mas na verdade aquilo era concreto. havia dois andares. o chao e essa escada, mas a gente subia e não dava em nada. era um esgundo andar inexistetne. sei lá. ou a nossa memori cancelava o registro do que lá se passava. mas nao vejo esse segundo andar. mas ele existe. iste. iste. iste. ite. ite. iste. havia uma rua. havia um quarteirão . havia m velha que se qeuria dona do menino de 4 anos. els eram moradores de rua. ele chorava. ela grudava nele. ela a o queria bem. mas naão queria. ela fazia mal a ele. mas de onde vem o mal? por que o fazia? eu devia fasta-lo dela para que aí a levasem a um lugar longe e lá manteriam-na presa. seria um mainicomio. ela era louca. chamada de louca, como dizem. eram muitas coisas. e eu com minha fraca pele com frio. e eu alucinada como quem nao dormiu 3 dias seguidos e continua a trabalhar. e eu pensado e tentando . ntentano. tentando. sozinha. a cor era lanranja. a cor era grossa. acor era espasmática. a cor era "ai, meu deus. nao aguento, nao aguento, nao aguento, nao aguento." como não me apercebo de que tudo issso? como me contento com só um ponto de interrogçõ para essa apercepção? trilhoes o lho deviam encarrrear. minha goela exclama carradas. range revoadas. ela é mar. ela é terra moida de guerra. ela éespartilho do rei.minha goela sou eu atrevessando os andes comigo contigo é minha presente presetaçã no muno estampada na cara que eu sinto, estilo de luta: de vida e de morte, davida. nao consigo. nao consigo. consigo. consigo. consigo. consigo. a cor era grudante. cai sobre as pesssoas. escorria pelos orificios. organica, é meu nome, sabia?! a casa era em forma de "l" misturada a "u". tomava um quarteirão. mas antes que virasse "o" ela era cortada pela escada e o boloco que ficavam como que no centro norteste do que seri o "o" não fosse o "u"-"l" que era. tinha dois portoes. tinha uma praça dessas de vila proxima da escada, no mesmo quarteirao. era tudo tão rua mas era tudo tão labirinto. ah. inferno. era tudo tão rua. mas era tudo tão rua. mas era tudo tão labirinto. estrala o dedo. po-lo-gar. E a casa tinha um dono: Aquele. abaixo à porta da esquerda havia nos ajulejos bordo-meio-marron inscritras algumas palavras. eram duas frases de um dois metros de comprimento cada uma. mas eu s´o conseguia ler as tres primeiras palavras. "casa Aquele ligue para nao sei o que para entrar." a porta era de vidro desses cheios de escamas de peixe. que nao dá pra distinguir o outro lado, só o vulto. os vultus. os vultus. os vultos. eu entrava lá mesmo sem discernir o inscrito abaixo da porta. vai saber. há. masturbei-me hoje. foi bom. mas da vez anterior foi melhor. foi estupendissimo. é de uma volta tão cremosa e aguda e sublime o cume. pennis nenhum me fará isso, suponho. é de um fechar d'olhos tão sem-querer-querendo, tão uau, tão devora-me ou te desejo. que penis nenhum fará isso, suponho. ah. comi tanto limão hoje. uns tres ou quatro. quatro. quatro. é um numero feio . credo . credo. beca. beca. beca. cusope de fronha, fedido. me dá hojerizzah! ah! credo. o tres é muito melhor. amo o tres . ja falei isso antes. e o sei ha muito tempo. comi limao com repolho, com pepino, com ervilha. sempre plasmado ao shoyo. minha bocatá um regaço. corroída de limão. pra completar fico mordendo os cantos e os beiços. e tomo café. beiçola rasgada. buco talhado. mas lá, a cor era daquele jeito. a casa tinha andares. dois. eu andava lá. depois saí. depois voltava. e tinham tres sociologas que ficavam andando de carro ao redor. e ora falavam comiggo ora não. ai.
Escrito por Fabulare às 22h15
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Das fibras das sobras pingo tremeliquentas pilhas
Atribuo Paz ao som que me corre.
Atribuo Limite Ao esforço de renovar-me a cada milésimo de tempo sentido.
Atribuo Suor A cada rastro meu.
Atribuo Cor Às dolores de mim.
Atribuo Ventos Às olhadas para dentro que sempre me dou.
Tributo À força do vir a ser toda a brutalidade que é própria da cultura.
À vida, exponho minha necessidade de morte. Já.
Atribuo Doença À relacionalidade familiar que me estraçalhou sempre impunemente.
Escrito por Fabulare às 20h20
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"(...) Amei e odiei como toda gente. Mas para toda gente isso foi normal e instintivo. Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouco ou demais pra mim. Não sei se sinto demais ou de menos, Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir selvagem entre árvores e esquecimentos." (Passagem das horas, Álvaro de Campos)
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Escrito por Fabulare às 20h42
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Satura
Entre o sonho, as pernas, o pau e a bancarrota da carne há um fio que se entrepõe. Um fio discreto e desequilibrante. Finíssimo campo de clandestina transpiração. Água no meu ar, fogaréu distribuído à terra. Fadiga. Sonhei que lutava sobre pernas-de-pau. Tinha que matar quem me matava e o equilíbrio era pouco. Tacava-lhe um rodinho na fuça. A fuça era puro óleo corporal. Escorregava manteigoso o rodo. O chão tinha poças contínuas. Uma de braço dado à outra. Algumas eram poças de sebo derretido. O chão sob estas era aquecido por alguma força localizada abaixo do azulejo. Todo o espaço da luta era entre as paredes de uma cozinha de azulejo branco. Branco de hospício. Os móveis eram mudos como nunca antes soubera. Estáticos. Cegos. Indiferentes até não poder mais. Eu poderia ser degolada ali e eles continuariam em pose de prudência. Peito estufado. Barriga chupada. Ar em iminência de sopro. Se o sopro fosse muito sopro desandaria com a pompa da pose. Ar ar é descompostura. Sopro sopro é desenfreamento do dentro. Dança dança das hemoglobinas é dissolução da hemorróida peitoral. Ê, coração, resistes heim!?! Cheguei àquele gládio não sei como. Subi àquelas pernas-de-pau não sei por onde. Um túnel de febre me conduzira sem contar o lugar onde me desembocaria. Era uma luta castrante. Tato incerto. Urro sem som além de um verminoso chiado. Impotência dos impulsos. Sem força de expressão. Sem um “há” à eficácia de ação. Cada golpe endereçado à fêmea que me matava era um golpe de palhaço fracassado. Velocidade do ir. Ligeireza de desespero. As partes do chão que eram quentes subiam até meus esfacelados encéfalos. Eles gemiam nesse finório calor. Tremiam os olhos, mesmo contrariados. As partes do chão geladas como branco de hospício também subiam às tripas mentais. Espremiam-se agudas. Os olhos fritavam de cólica. Perfurados por estes gélidos toques em cada mínimo mover. Aos passos que eu dava em voraz determinação de gládio correspondiam abalos epiléticos dentre os encéfalos e dentre as correntes sanguíneas. Estas se destrambelhavam. Minhas formas em degradada simetria se chocavam, grudavam e dividiam-se entre si em raios de instante. Sob esse som de míssil em disparada; de fígado de porco despencado sobre a montanha de outras entranhas; de velcro do mundo a se partir, sob esse som minha mente ensaiava passos de pensar. Estes proto-passos eram machadadas que desciam a se estender pelas ligações sinápticas até aos membros agentes. Desvairada, minha mão do braço agarrava o rodo ou o que fosse. Sem sensação de opção avançava em urgente ataque. Ataque de um susto pois sabia que o proto-passo mental já estava a se desfazer e, ao mesmo tempo, tinha que se tornar ato pois do contrário eu morreria já. As mãos se moviam em febre de ânsia de ação. Antes que o proto-passo se perdesse na epilepsia de dentro, faziam-no ato. Dança sobre um átimo. A fêmea triscava-me com suas machadadas. Pescoço. Acordei enrijecida de frio e de ar frio a corromper meus poros e narinas. A boca torta e colorida. Estava deitada de bruços. O buco virado de lado e sobre ele o peso cabeçal. Fraquética pelo terror da impotência alucinada. Pele a irromper pois inflada de urina. Banheiro. Desagüei. Olhei o escuro a partir da perspectiva do trono. Fixa no breu firmei um pouco os oscilantes e apavorados feixes encefálicos. Claustro. As paredes são cor creme aqui, o chão é um calabouço indefeso, mas calabouço. As quinas do quarto têm curvas íngremes. Não retêm. Disparam. Entre o sonho, as pernas, o pau e a bancarrota da carne há um fio que se entrepõe. Um fio discreto e desequilibrante. Finíssimo campo de clandestina transpiração. Água no meu ar, fogaréu distribuído à terra. Fadiga.
Carusa Gabriela, 01/2007
Escrito por Fabulare às 14h37
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Tem um pé de manga
Nascendo em cima telhado
Até onde ele vai?
(20/03/08)
Escrito por Fabulare às 17h57
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Brancas e bordô
Ontem vi flores Brancas e bordô Agora as vejo travês Estão de cabeça baixa E os galhos sem postura Hoje teve tempestade Provação e tristeza Muito movimento Ontem eram flores brancas e bordô Hoje são flores brancas e bordô
Escrito por Fabulare às 17h55
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